Descomplicando a dieta

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Treino para desenvolvimento muscular – Intermediário


O Melhor Plano de Treino para desenvolvimento muscular – Intermediário


Se você seguiu o nosso artigo anterior, o Melhor Plano de Treino para Principiantes, ou se você já tem alguma experiência na academia e considera que está num nível intermediário, então é porque trabalhou o suficiente para chegar aqui. 
Nesse plano, vamos continuar a fazer exercícios que trabalham vários grupos musculares ao mesmo tempo, mas vamos acrescentar alguns movimentos extra, direcionados a músculos específicos, de forma a ajudar você a ganhar controle sob a sua atividade muscular e aumentar músculos que estejam subdesenvolvidos. O objetivo aqui é ajudar a realçar cada parte do seu corpo, esculpindo o seu físico até onde você deseja chegar.
Aqui, a rotina de treino vai compreender 4 dias de treino e 3 dias de descanso por semana. Agora, ao contrário do plano de treino para principiantes, os braços têm um dia de treino inteiro só para eles. Prepare-se para ver esses braços crescerem! Os ombros são agora trabalhados nos treinos de costas.
Siga o plano que foi explicado no plano para principiantes para estabelecer as suas cargas (70% a 80% de 1RM), e treine na academia como se não houvesse amanhã!
Esse plano de treino intermediário foi concebido para te fazer evoluir durante cerca de 6 a 12 meses, dependendo da intensidade com que você treina. Quando comparado com o plano para principiantes, o desafio maior aqui é o fato de você fazer treinos mais longos, especialmente nos dias em que treina costas/ombros e no dia de braços.
Esse plano inclui novos exercícios e muitos deles são direcionados a músculos de forma individual e mais eficaz, acabando com todas as forças que você conseguir reunir.
Depois de fazer isso durante 6 a 12 meses, contando com os dois planos de treino (principiantes e intermediário), você terá uma experiência de treino combinada de cerca de 1 a 2 anos. Isso significa que na altura em que terminar os planos, você deverá ser um fisiculturista experiente, com um físico musculoso e forte, que falará pelo seu histórico na academia.
Nessa altura, você também deverá estar a apenas alguns meses de distância de ter um corpo digno de competição, com músculos densos e estriados, que irão garantir um lugar em qualquer competição de fitness.
O próximo plano será o avançado, onde você poderá dar os últimos e dolorosos passos em direção ao corpo dos seus sonhos. Fique atento, vamos publicar esse plano em breve.
Fonte: http://www.prozis.com/blog/pt-br/plano-treino-desenvolvimento-muscular-intermediario/
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O Melhor Plano de Treino para Perder Peso – Principiantes


Plano de Treino para Perder Peso – Principiantes
O tipo de treino apresentado na nossa tabela segue os princípios fundamentais do que seria uma forma saudável e funcional de perder peso, focando-se no treino HIIT e no treino de resistência para rapidamente queimar quantidades significativas de tecido adiposo. Esses tipos de treinos vão fazer com que você use entre 70 a 80% da pulsação máxima, o que é ótimo, tanto para a ativar a queima de gordura no momento, como para queimar gordura depois do treino.
A tabela nesse artigo ilustra os exercícios que você deve fazer em cada dia, com informação sobre repetições, períodos de descanso e peso a ser usado, entre outras informações que você precisa saber para se manter em forma.
O nível de dificuldade, do plano aumenta progressivamente semana após semana, com elementos como o peso, as repetições e a duração do exercício aumentando à medida que o tempo passa.
Plano de Treino para Perder Peso – PrincipiantesPlano de Treino para Perder Peso – PrincipiantesPlano de Treino para Perder Peso – PrincipiantesPlano de Treino para Perder Peso – PrincipiantesPlano de Treino para Perder Peso – PrincipiantesPlano de Treino para Perder Peso – PrincipiantesPlano de Treino para Perder Peso – PrincipiantesPlano de Treino para Perder Peso – PrincipiantesQuando você terminar as 8 semanas desse plano, estará pronto para avançar para o plano de treino intermédio que iremos publicar em breve.
Até lá, siga esse plano, seja disciplinado, lembre-se de que nenhuma rotina de exercícios trará a você os resultados que quer, se não fizer uma boa dieta, e se esforçar para atingir os seus objetivos.
Fonte:http://www.prozis.com/blog/pt-br/plano-perder-peso-principiantes/
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Treino para perda de peso (intermediário)

Plano de Treino para Perder Peso – Intermediário
Depois do primeiro artigo dessa série, onde definimos um plano de treino para perder peso para principiantes, hoje, vamos mostrar a você o plano intermediário. A tabela abaixo apresenta aquilo que os atletas no nível intermediário terão que fazer para continuar a queimar gordura e conseguirem um corpo definido, forte e mais atlético.
Abaixo da tabela, você encontrará a explicação relativa aos princípios orientativos que estão por trás desse tipo de treino. Leia com atenção, conheça os fatos e leve esse conhecimento com você para a academia. Isso vai ajudar a se concentrar nos seus objetivos, a saber exatamente o que está fazendo e até onde isso o levará. Supere-se!
Quando esse plano começar a ficar fácil, o que deve acontecer em cerca de 8 semanas, você estará preparado para avançar para o plano de treino avançado, um protocolo de treino árduo e extremamente eficiente que irá eliminar por completo as últimas gramas escondidas no seu “tanquinho” !
Fique atento, vamos publicar o plano em breve.
Plano de Treino para Perder Peso – IntermediárioPlano de Treino para Perder Peso – IntermediárioPlano de Treino para Perder Peso – IntermediárioPlano de Treino para Perder Peso – IntermediárioPlano de Treino para Perder Peso – IntermediárioPlano de Treino para Perder Peso – IntermediárioPlano de Treino para Perder Peso – IntermediárioPlano de Treino para Perder Peso – IntermediárioPlano de Treino para Perder Peso – IntermediárioO tipo de treino apresentado na nossa tabela segue os princípios fundamentais do que seria uma forma saudável e funcional de perder peso, focando-se no treino HIIT e no treino de resistência para rapidamente queimar quantidades significativas de tecido adiposo. Esses tipos de treino vão fazer com que você use entre 70 a 80% da pulsação máxima, o que é ótimo, tanto para a imediata queima de gordura ativa como para queima de gordura pós-treino.

Combinar um treino HIIT e um treino de resistência para queimar gordura tem outra vantagem em relação ao treino convencional de cardio de baixa-intensidade: a preservação muscular.
Sessões de treino longas e de baixa-intensidade, de 45 minutos ou mais, queimam mais calorias, é verdade, mas nem todas são da gordura. Aliás, esse tipo de treino aumenta a libertação de cortisol, um hormônio que dificulta ao organismo o uso dos seus depósitos de gordura como energia.

Comparando esse plano intermediário aos dos principiantes, anteriormente publicado, acrescentámos exercícios novos, aumentámos o nível de dificuldade dos exercícios e prolongámos o tempo total de exercício, o que equivale a um total mais elevado de calorias gastas.
Fonte: http://www.prozis.com/blog/pt-br/plano-treino-perder-peso-intermediario/

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domingo, 21 de abril de 2013

Dúvidas sobre pós-treinos?


Pós-treinos: Esclareça aqui algumas de suas dúvidas.


Pós treino é uma briga...

Em função de estudos que determinaram janelas metabólicas observo as pessoas utilizarem os conceitos de forma pétrea como se não  fosse possível fazer algo diferente.

O que não devemos é buscar uma situação dissociada do conhecimento "pra ver o que acontece". A coisa não funciona assim.

Eu selecionei alguns tipos de pós-treino comuns em ordem de esclarecer algumas situações e estou dando de presente para voces testarem - lembrando que um ciclo de treinamento no fisiculturismo é algo entre 8 e 12 semanas, portanto não vá achar que diferenças vão surgir no dia seguinte...

Pós-treinos de absorção rápida

1. Carboidratos

Nestes temos 3 principais a disposição: dextrose, maltodextrina e waxy maize (amido ceroso é a tradução disso - waxy = cera, ceroso / maize = amido, igual maisena .., talvez quem se confunde ao falar esse nome do capeta, lembrando disso não se embanane mais). A dextrose é um monômero de glicose, que chamamos inclusive de d-glicose (por isso dextrose) e tem o índice mais alto dos três  110. É o que teoricamente mais eleva o pico de insulina, mas como tem pouca carga glicêmica pode provocar hipoglicemias se a dose for aquém do necessário  se a dose for além, o inverso ocorre: formação de triacilglicerol e depois disso gorduras. É muito fácil de errar a mão, por isso utilizamos/recomendamos pouco. A maltodextrina é um dímero de glicose, portanto seria uma dextrose de liberação de energia mais lenta, logo seu índice glicêmico se torna menor. Embora a carga glicêmica seja um pouco maior, ainda é insignificantemente maior, mas torna seu uso mais seguro em relação a dextrose. A waxymaize (amido ceroso) é um polímero de maltose que é um dímero de glicose, muito parecido com a maltodextrina, mas teoricamente com uma absorção um pouco mais lenta. O suficiente para justificar seu custo? Na minha opinião não. E de fato, ela tem um perfil complicado de uso pois em muitos casos causa retenção hídrica e propicia o ganho de gordura porque de fato bagunça os níveis de insulina.

Quando usar um dos três: em geral, bem dosados e em físicos que estão a beira da espoliação (perda muscular) como no caso de atletas de fisiculturismo pré-competição em treinos muito volumosos - que as vezes acontecem - ou mesmo nas primeiras semanas de pós competição  Atletas de endurance tem um beneficio especial nestes compostos porque como suas adaptações determinadas pelo exercício são preferencialmente enzimáticas, eles tem maior facilidade na metabolização destes compostos e acabam utilizando-os como estratégias de recuperação intra-treino. (Aliás, esta é uma oportunidade importante de falarmos sobre o ganho de capacidade física em quem faz musculação para ganho de massa magra e usa o aeróbio para manter-se com a gordura baixa. O aeróbico nesse caso não é um mero esforço gastador de energias: é um recurso que faz com que mesmo adaptado para resistir a tensão, o físico do bodybuilder tenha uma capacidade enzimática crítica a ponto de permiti-lo metabolizar melhor os carboidratos que precisa consumir em ordem de ter resistência para suportar o treino, qualidade e velocidade de recuperação no pós treino e estoques de glicogênio que façam o músculo parecer cheio sem que isso comprometa a espessura da pele dele).  

2. Proteínas

Basicamente se dividem em Leucina isolada, BCAA's de múltiplas concentrações de leucina e wheys proteins (hidrolizado, isolado, concentrado e mix proteicos).
A leucina isolada é boa para corrigir o teor de leucina de alguma proteína utilizada que não tenha boa biodisponibilidade, mas não é eficiente boa quando utilizada de forma exclusiva, porque parte dela acaba sendo direcionada para funções menos essenciais, jogando fora portanto parte da utilidade dela. Por essa razão vemos os BCAA's com teores variados de Leucina. Suas composições vão de 2:1:1 a 10:1:1 entre leucina:isoleucina:valina e neste caso, quanto maior o teor de leucina melhor. O que complica um pouco as coisas é que alguns fabricantes enriquecem o composto colocando glutamina, que não é tão bom para quem está brigando para perder gordura, e até MGG, magnésio glycil glutamina, que é uma forma de magnésio com ação sobre o sistema imune que em alguns artigos foram identificadas sobre certas condições uma capacidade 4x maior de ganho de massa muscular do que a testosterona (mas não se entupa de qualquer magnésio por aí! o resultado pode ser uma diarreia monstruosa! é o específico MGG de uma marca chamada Albion que tem estudos sobre este uso...). Os BCAAs portanto estão indicados quando queremos diminuir o efeito da fadiga neural resultante o treino, mais do que a necessidade de nutrientes propriamente dita: simplificando - em vez de fazer um jejum que vai fazer você sentir-se um lixo no pós-treino (ainda que tenha sua utilidade em algumas dietas de cutting), você faz seu pós-treino estimulando síntese proteica, limitando o catabolismo muscular, mas principalmente cuidando da sua fadiga neurológica (o que eu não citei é que os BCAA's competem com o triptofano na entrada da barreira hematoencefálica, perturbando o metabolismo da serotonina de forma que esta não consegue deflagar mais de forma tão eficiente a fadiga neurológica central).
Os wheys, quanto mais processados, mais rápido entram na célula e tão melhores serão de acordo com o aminograma que apresentarem. os isolados e hidrolisados hegam a conter 12g de BCAA por 30g de pó. O que faz com que seja diferente dos BCAA's é que por conter outra proteínas associadas é o fato de que por conta disso o whey ganhe uma característica de nutriente alem da característica de reajustar os sistemas de fadiga. Daí você escolhe de acordo com seu bolso o que for o melhor custo-qualidade-beneficio. Em suplementos qualidade é fundamental galera... As vezes escolhemos um whey de 80 reais para economizar frente a um de 100 e na realidade, em vez de economizar 20, estamos perdendo 80.... fiquem atentos!

Pós-treinos de absorção lenta

1. Proteínas

Não é recomendado carne vermelha ou outras carnes de alto teor de gordura (inclusive o salmão em determinadas situações) ou dificuldade digestória pós-treinamento pessoal... isso por 2 razões: perdemos um momento de nutrição fundamental onde algo precisa ter uma absorção rápida caso contrario entramos em consumo próprio. Segundo e mais complicado é que em ordem de se fazer recrutamento vascular mesentérico a fins de lentificar a digestão péptica necessária além de se obter todo ácido que se necessita para tal, um hormônio chamado somatostatina é liberado e para quem conhece esse motherfucker, é o principal antagonista da liberação de GH... pois bem: você fez aquele baita treino irado, liberou uma cacetada de miosinas (hormônios secretados pelo músculo com ação autócrina, parácrina e endócrina) e precisa de GH para fazer o equilibro energético imediato alem de desencadear o processo de síntese proteica e daí mete um baita bife "padentro" e fica sentado pasmando meia hora porque alem de ter estragado boa parte do trabalho, está se sentindo como uma verdadeira jibóia... desastre metabólico... Exceto em pacientes obesos e obesos mórbidos que acabam tendo uma exacerbação do reflexo da fome causada pelo exercício em seus organismos metabolicamente desequilibrados por adipocinas (hormônios do tecido gorduroso, tal qual as miosinas são do tecido muscular). Nesta situação, onde a ação dessas miosinas é pequena, bem como a do GH também frente ao grande desequilíbrio metabólico causado por insulina e adipocinas, acabamos selecionando carne vermelha ou salmão para um pós-treino com o objetivo saciador, até porque é muito precoce falar em performance esportiva de um indivíduo metabolicamente comprometido: colocar turbo em carro com os 4 pneus furados não vai resolver o problema de velocidade que ele tem porque as rodas não funcionam....

2. Carboidratos

Eu costumo dizer que tudo que é carboidrato industrial é um quebra galho enquanto que o natural é o ideal, e dentro destes naturais selecionamos algumas coisas:
Evitamos glúten porque ele tem perfil de absorção muito lenta alem de alterar o metabolismo das tighjunctions intestinais (assunto pra outro post...).
Dentro do que nos sobra recomendamos amidos ou féculas (acima da terra em geral achamos amido, abaixo achamos fécula) e daí encontramos duas situações: os fãs de batata inglesa e os fãs de batata doce. Batata doce por ser de índice glicêmico baixo e carga glicêmica alta é mais fácil ser trabalhada para quem quer um físico mais detalhado enquanto que a batata inglesa de índice glicêmico alto e carga glicêmica média acaba tendo que pressupor uma relação com exercício aeróbio que não conseguimos ainda estabelecer a relação de causa-consequência com precisão: quem come batata inglesa precisa de exercícios aeróbios ou o musculador que pratica exercícios aeróbios precisa de batata inglesa? Sabemos que perfis metabólicos mais complexos, como os de treinadores que tem 10, 12, 15, 17 alunos de personal por dia, por terem um perfil de gasto energético mais amplo se beneficiam na maioria das vezes da batata inglesa, ainda que o uso de batata doce nesses casos não seja proibido. Aliás, nestes casos a batata doce tem uma ação interessante sobre a saciedade, e como tenho a honra de cuidar de diversos treinadores, tive a oportunidade de nestes anos poder avaliar estes nuances como uma característica a mais do alimento antes de sugerí-lo.

Enfim, nada é errado em pós-treino.
Erramos quando usamos uma estratégia para um propósito em que ela não guarda nenhum tipo de relação intima com a adaptação que desejamos. Ainda assim tenho que ser flexível e reconhecer que em certas situações, determinadas pessoas tem respostas diferentes das esperadas por consequência de costumes, crenças e mesmo rotina - que também não quer dizer que algo bom não possa ser melhorado...
Mas como algo ruim também pode ser piorado, fica a dica: selecione a principal via metabólica de uma situação orgânica que você for abordar, conheça a via metabólica que quer trabalhar profundamente e faça suas recomendações baseado no que você conhece do paciente e do que estudou, traçando uma estratégia coerente. É complicado mas é fácil.

Bom domingo pra vocês, e sem neuras a respeito de exercício e dieta.
esse troço é ciência e não religião: portanto o grande valor que têm é justamente a capacidade de mudar a medida que o conhecimento se aprofunda. Mude junto e não pereça nos paradigmas.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Como montar uma dieta para ganho de massa muscular (bulking).


Para ganhar massa muscular, há três coisas que devem ser levadas em consideração: treino, alimentação e descanso.
A questão da importância do treino e do descanso já se encontra abordada em muitos artigos do nosso blog. Neste extenso artigo, vamos explicar os princípios basilares de como elaborar um plano alimentar com o intuito de ganhar massa muscular, o chamado bulking.
Na verdade, a alimentação é muitas vezes desconsiderada por vários praticantes de musculação. Isto é mais notório em iniciantes. Mas a verdade é que sem os nutrientes adequados, por muito que se treine não haverá resultados.

Utilizando uma analogia, tu podes contratar várias pessoas para construir uma casa mas se não lhes forneceres tijolos, a casa não será construída. Com o nosso corpo passa-se a mesma coisa. O presente artigo pretende dar dicas de como construir um plano de dieta adequado ao crescimento muscular.

1º passo – Estabelecer a quantidade de calorias diárias necessárias

Caminhar, correr, escrever, falar, etc, para tudo isso é necessária energia, energia essa que o corpo vai buscar às calorias, a energia fornecida pelos alimentos. Para ganhar peso, é necessário dar ao corpo mais calorias do que aquelas que ele necessita para desempenhar as suas tarefas diárias. Deve existir um superavit de calorias.
Uma das fórmulas mais consensuais para determinar o número de calorias necessárias de cada pessoa, segundo as suas características e hábitos de vida, é a equação proposta por Harris-Benedict. Primeiro, temos de calcular a taxa metabólica basal, que é o indicador da quantidade de energia que o corpo necessita no seu estado de repouso [sem estar a treinar ou a dormir], num período de 24 horas.

Para homens: TMB = (13.75 x PESO EM KG) + (5 x ALTURA EM CM) – (6.76 x IDADE) + 66
Para mulheres: TMB = (9.56 x PESO EM KG) + (1.85 x ALTURA EM CM) – (4.68 x IDADE) + 655

Usando como exemplo um indivíduo do sexo masculino com 20 anos, 60kg e 180cm de altura, teremos o seguinte resultado:
(13.75×60) + (5×180) – (6.76×20) + 66 = 1656

Se usarmos o exemplo de uma mulher com as mesmas características físicas, o resultado seria:
(9.56×60) + (1.85×180) – (4.68×20) + 655 = 1468

Uma vez que este valor não leva em conta o nível de actividade física da pessoa, resta-nos agora somar esse factor. A indicação consensual é a seguinte:

- Sedentário (Pouco ou nenhum exercício diário) = Multiplica a TMB por 1,2
- Levemente Activo (Exercício leve/1 a 3 dias por semana) = Multiplica a TMB por 1,375
- Moderadamente Activo (Exercício moderado/3 a 5 dias por semana) = Multiplica a TMB x 1,55
- Muito Activo (Exercício intenso/ 6 a 7 dias na semana) = Multiplica a TMB x 1,725
- Extremamente Activo (Exercício intenso todos os dias da semana ou com treinos bi-diários) = Multiplica a TMB por 1,9

Recorrendo aos nossos atletas supracitados e considerando que ambos praticam exercício de forma moderadamente activa:

Homem → 1656 x 1,55 = 2566
Mulher → 1468 x 1,55 = 2275

Este é o número de calorias que cada um deles precisa de consumir diariamente para manter o seu peso. Portanto, se a ideia é ganhar peso/massa, precisarão de consumir mais calorias do que 2566 e 2275, respectivamente, de modo a existir um excedente energético que promova a hipertrofia.

Quantas calorias consumir a mais? Para esta questão não existe uma resposta universal e programada. A recomendação geral é de que o aumento seja entre 500 a 1000 calorias.
A genética de cada um terá influência nesta decisão. Um ectomorfo poderá muito bem optar por aumentar o consumo calórico em 1000 calorias. Já um endomorfo, devido à sua grande facilidade em ganhar peso, poderá ficar-se pelas 500 calorias.
Resumindo, não existem fórmulas mágicas formatadas. Cada um deve adaptar estas contas à sua realidade e ir experimentando. Se mesmo com um excedente energético de 1000 calorias o aumento de peso for mínimo, então deve aumentar ainda mais o consumo calórico.

2º passo – Definir as proporções dos macronutrientes

Agora que já sabemos determinar o número de calorias necessário para aumentarmos a nossa massa muscular, precisamos de estabelecer como as vamos distribuir pelos 3 macronutrientes: proteínas, hidratos de carbono (carboidratos) e gorduras.

As proteínas têm uma função construtora. Elas fornecem os aminoácidos essenciais para a construção muscular. As proteínas são responsáveis pela reparação de tecidos, formação de hormonios, enzimas, anticorpos… enfim, tudo o que implique “construção”. Podem também ser utilizadas como fonte de energia.

Os hidratos de carbono servem unicamente para a produção de energia. Como tal, é importante garantir um consumo adequado deste macronutriente de modo a poupar as proteínas.

As gorduras, para além de também terem uma função energética, são essenciais para a produção hormonal, promovem o bom funcionamento do sistema cardiovascular, garantem a manutenção de vários órgãos – como a pele, o cabelo e os olhos – e são absolutamente imprescindíveis no transporte e absorção das vitaminas lipossolúveis.

Quantidade e fontes de proteínas a incluir na dieta

Segundo o American College of Sport Medicine (ACSM), a ingestão de proteína de atletas que praticam exercícios de resistência é de 1,2 a 1,4g de proteína por kg/dia e de 1,6 a 1,7g para atletas que se foquem em treinos de força.

Aproveitamos para acrescentar que estas recomendações não são totalmente consensuais. Aliás, muitos culturistas consomem 2g de proteína por quilo de peso corporal, para criar um excedente energético que sustente os ganhos de massa. É esta referência que vamos utilizar.

Sendo assim, o homem do nosso exemplo teria de consumir cerca de 120 gramas de proteína por dia. As proteínas têm um valor energético de 4 calorias por grama. 120 Gramas de proteína é o equivalente a 480 calorias. Considerando que o homem do nosso exemplo tem como objetivo as 3200 calorias diárias, ainda terá de ir buscar 2720 aos outros dois macronutrientes.

Fontes de proteína. Nem todas as proteínas se encontram no mesmo patamar. Há proteínas consideradas melhores devido ao seu maior valor biológico. O valor biológico de um alimento diz respeito à quantidade de aminoácidos essenciais presente nesse mesmo alimento.
É por isso que se diz que os ovos são das melhores fontes proteicas existentes. Ele contém todos os aminoácidos essenciais (aqueles que o corpo não tem capacidade para sintetizar) e em quantidades interessantes. Entre outras boas fontes proteicas encontra-se a carne branca, a carne vermelha, os peixes e o leite.

Por norma, as proteínas de origem vegetal apresentam um baixo valor biológico. As excepções são a soja e as leguminosas (feijão, ervilhas, grão-de-bico e lentilhas). As oleaginosas, como as nozes, amêndoas e o pistáchio, também podem e devem ser incluídas na dieta pois são alimentos densos em nutrientes.

Todas as tuas refeições devem ter no mínimo 20 gramas de proteína. Como dizia alguém no mundo do culturismo, “uma refeição sem proteína não é uma refeição”. No caso do nosso exemplo masculino, isto quer dizer que se ele dividir o número das suas refeições diárias em 6, cada uma delas deverá ter, no mínimo, entre 15 a 20 gramas de proteína.

Quantidade e fontes de hidratos de carbono a incluir na dieta

Como referido anteriormente, a função exclusiva dos hidratos de carbono é garantir energia ao organismo para o desempenho das tarefas diárias, sejam elas de intensidade alta ou baixa. Se fizermos um abastecimento adequado deste macronutriente, evitaremos que o nosso organismo quebre as proteínas para produzir energia.
Instituições como a Organização Mundial de Saúde e a Dietary Guideline for Americans recomendam que os hidratos de carbono constituam entre 55 a 60% do consumo energético total. No caso do homem do nosso exemplo, que tem as 3200 calorias diárias como objetivo, isso dá entre 1760 a 1920 calorias provenientes deste macronutriente, ou seja, entre 440 e 480 gramas.
Aqui, tal como acontece com as proteínas, também existem fontes de hidratos de carbono melhores do que outras. O factor mais importante a ter em conta é o índice glicémico (IG). Este indicador mede a velocidade e a intensidade com que os hidratos de carbono estimulam o açúcar no sangue, tendo sempre como ponto de comparação a glicose pura.
De forma geral, os alimentos processados – como os bolos, os doces, o pão e as massas brancas – possuem um elevado IG. Isto significa que são absorvidos rapidamente na corrente sanguínea. Se por um lado este processo permite que o organismo tenha um pico instantâneo de energia, por outro esse pico dura pouco tempo. Passado alguns minutos essa energia não estará mais disponível e vais estar novamente com fome.
Há, no entanto, uma altura em que os hidratos de carbono de alto IG são bem-vindos: depois do treino. Nesta altura, a prioridade é reabastecer os músculos de glicogénio e aí sim são aconselhados estes tipos de hidratos de carbono. Nas restantes ocasiões, deve-se optar por hidratos de carbono de baixo IG. Eles fornecem energia de forma gradual e saciam por mais tempo.
Neste link da Escola Médica de Harvard tens acesso a uma lista com mais de 100 alimentos e o seu respectivo IG.
Como exemplos de fontes de hidratos de carbono de alto IG temos: alimentos processados, pão, massas e farinhas brancas, arroz branco, doces, bolos, açúcar, banana, melancia, marmelada, mel e os refrigerantes.
Nas opções de baixo IG temos: massa, arroz e pão integrais, aveia, linhaça, cevada, cereais muesli, vegetais e legumes, maçã, pêra e batata doce.

Quantidade e fontes de gorduras a incluir na dieta

As gorduras serão grandes aliadas no ganho de massa muscular. Esqueça a ideia de que deve evitar a gordura porque ela faz mal à saúde. Pelo contrário. Ela é essencial ao organismo. O segredo (que não é segredo nenhum) está em consumir as boas gorduras e evitar as más.

A gordura deve ocupar o resto do nosso consumo energético, ou seja, deve ocupar entre 20 a 25% da nossa dieta (entre 640 a 800 calorias, equivalente a 71 e a 89 gramas de gordura, respectivamente).

A nível das gorduras boas (as insaturadas) falamos das monoinsaturadas e poliinsaturadas. Alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas incluem: azeitonas, canola, óleo de amendoim, abacates, sementes de gergelim e frutos secos (amêndoas, castanhas, nozes).

Alimentos ricos em gorduras poliinsaturadas incluem: peixes gordos de água fria (salmão, cavala, atum), nozes, sementes de abóbora, abacate, couve-flor, semente de linhaça, sementes de girassol e óleos (milho, soja, girassol).

Por outro lado, temos as gorduras más: as saturadas e as trans. As gorduras saturadas são a principal causas para ter níveis elevados de lipoproteína de baixa densidade (LDL) ou, por outras palavras, “colesterol mau”, o que pode levar a doenças cardíacas.

Gordura vegetal é insaturada, mas quando utilizada para fritar alimentos, é pouco saudável pois contém gorduras trans, que aumentam o colesterol LDL e diminuem o colesterol bom (HDL). Esta gordura, que bloqueia as artérias, é encontrada em alimentos processados como biscoitos, bolachas, tortas, bolos, margarinas, e, em pequenas quantidades, na carne e produtos lácteos.

Evite consumir gorduras nos seguintes momentos: antes e depois do treino e depois de longo tempo sem comer (como ao acordar), uma vez que a gordura atrasa a digestão dos alimentos, algo que não é recomendado nestas alturas.

Considerações finais

As equações e fórmulas propostas neste artigo têm validação estatística a um nível global. Mas, como se sabe, a estatística costuma dar-se mal com casos pontuais. O que acabaste de ler não é uma regra de ouro, mas sim um guia orientador.

É importante frisar que não existe um plano alimentar indicado para todas as pessoas. O que resulta com um indivíduo pode não resultar com outro. É preciso ter em conta factores importantes como a genética. Da mesma forma, não se pode dizer que existam alimentos obrigatórios e alimentos proibidos. Existem sim alimentos mais e menos recomendados.

Relativamente ao número de refeições, o ideal será dividi-las em 6/7 ao longo do dia, espaçando-as em intervalos de 2/3 horas. A opção de fazer menos refeições mas mais calóricas também é viável. No final do dia e da semana, o que conta é o balanço total de calorias e macronutrientes.

O pequeno-almoço deve ser a refeição mais calórica de todas. Todas as refeições devem ser equilibradas a nível de macronutrientes, ou seja, em todas ela deve existir uma fonte de proteína, uma de hidratos de carbono e uma de gordura.

Quando se fala na necessidade de consumir 3200 calorias por dia, naturalmente que não estamos à espera que alguém consuma exactamente as calorias propostas. É um guia. Podes consumir 100 a menos num dia e 100 a mais noutro. Podes servir-te da tabela de calorias dos alimentos que publicámos no nosso blog para criar a sua dieta.

Quanto aos suplementos desportivos, apesar de não serem indispensáveis numa dieta podem certamente dar-te uma grande ajuda na conquista dos teus objectivos. Tomemos em conta o homem do nosso exemplo. Para pesar 60kg é porque não está habituado a comer muito.

Uma dieta hipercalórica como a proposta pode ser difícil de atingir todos os dias. É aqui que o suplemento alimentar entra em cena. Um batido de proteína de soro de leite (whey) é uma forma rápida, fácil e barata de garantir logo ali entre 20 a 25 gramas de proteína de alto valor biológico, com todos os aminoácidos necessários para a reparação muscular.
Se não tiveres oportunidade de fazer alguma das refeições, um gainer é uma valiosa ajuda, podendo garantir-te entre 1000 a 1500 calorias só numa dose. Se não tiveres oportunidade de comer 2 ou 3 peças de fruta por dia, ou pratiques actividade física de forma extremamente activa, um multivitamínico é uma opção mais que recomendável.

Para fechar este ponto dos suplementos, se perceberes que um suplemento é um complemento à dieta, e não substituto, conseguirás tirar o melhor proveito deles.

Para finalizar, se não tens paciência e/ou vontade de criar um plano de dieta de raíz, podes recorrer aos nossos planos de dieta e moldá-los aos teus propósitos. Agora já possuis o conhecimento para isso.

Bons treinos!



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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Musculação na Adolescência


Atualmente é muito comum que as pessoas, desde jovens, comecem a praticar atividade física. Independente do exercício que praticam, é importante que façam um acompanhamento para saber o que é e não é saudável para o corpo. A médica do esporte, Alana Santos, explica que o treinamento resistido (musculação) para crianças e adolescentes infelizmente ainda é um tema muito controverso para muitos profissionais da saúde, como médicos e educadores físicos. Porém, adolescentes podem fazer musculação, desde que em um programa supervisionado por um educador físico e sem a intenção de ganhar musculatura. “Quatro associações internacionais emitiram parecer favorável à prática de exercício resistido (musculação) em crianças e adolescentes como um exercício eficaz e seguro quando bem orientado, são elas: American College Of Sports Medicine, National Strength and Conditioning Association, The American Academy of Pediatrics, American Orthopedic Society for Sports Medicine”, ressalta.

De acordo com a médica, até pouco tempo atrás, os especialistas seriam unânimes em proibir a musculação durante a puberdade, devido a questão das epífises de crescimento (cartilagens de crescimento presente nos ossos em crescimento). No entanto, hoje é de conhecimento de todos que a musculação é recomendada e a questão importante está relacionada à quantidade de peso/carga usada durante os exercícios, que deve ser feita dentro dos limites dos adolescentes, que são diferentes dos limites dos adultos. “Ou seja, a musculação deve ser feita de maneira adequada aos adolescentes e supervisionada por profissional competente e sem a intenção de ganho de musculatura. Alguns exercícios indicados para estes jovens, por exemplo, são: exercícios aeróbicos (caminhada, corrida, bicicleta) + exercícios localizados sem carga ou com carga mínima que trabalhem força/resistência muscular e exercícios de alongamento/flexibilidade de todos os segmentos (braços, pernas, região abdominal, tronco)”, alerta Alana.

A médica do esporte conta que os riscos de um treinamento de força bem orientado, individualizado e respeitando os limites do adolescente são praticamente nulos, por isso, a avaliação médica antes de começar a atividade física é essencial para saber se existe alguma condição clínica que contra-indique a atividade física e para determinar o status de saúde inicial do praticante.
Seguindo todos os passos importantes e necessários para praticar exercícios, os jovens só terão a ganhar. “A maioria das crianças podem se beneficiar com os programas de treinamento de força, no que diz respeito à melhora do condicionamento físico e desempenho nos esportes ou para reduzir a probabilidade de lesões em atividades esportivas ou recreativas”, explica Alana.
Para finalizar, a médica enumera alguns benefícios  que os jovens podem adquirir ao treinar com consciência:

• Aumento da força e resistência muscular;
• Melhora do desempenho esportivo;
• Prevenção de lesões nos esportes e também em atividades recreativas;
• Reabilitação de lesões;
• Melhora da composição corporal, com diminuição da gordura corporal, podendo dessa forma prevenir e tratar a obesidade infantil;
• Aumento da densidade mineral óssea;
• Aumento da capacidade cardiorespiratória;
• Diminuição de lipídios sanguíneos;
• Melhoria do bem-estar psico-social;
• Combate ao sedentarismo;
• Melhora das habilidades motoras;
• Trabalho de força e resistência muscular.

Fonte: http://www.acadhemia.com/2013/01/a-musculacao-na-adolescencia.html